Valeu

dezembro 13, 2009

Acho que tá chegando a hora de sair do ar. Enquanto resolvo isso, aproveitem pra copiar pro Word o que tiverem gostado.

Valeu…

Eu não to partindo. Só não posso mais tentar te segurar com tanta força; to te machucando e to deixando marcas. Confesso que não esperava essa intensidade; achei que tava hibernada. De repente, despertou. Despertou por ti. De uma forma quase selvagem, que por vezes me foge do controle.

E eu que quero ser o abraço de urso que te esquenta, conforta e protege, viro o amigo da onça que te entristece.

Só queria que essa parte sumisse, virasse caça, tapete ou mais um sapato pra tua coleção. E que o urso fique aqui, e não volte a dormir. Te espere de braços abertos do teu despertar à hora de zelar teu sono. Não importa onde estejas. Sabes o caminho de volta.

E vou estar sempre aqui.

180 Days of Freckles

dezembro 3, 2009

Don’t say it’s over
Cause that’s the worst news I could hear I swear that I will
Do my best to be here just the way you like it
Even though its hard to hide
Push my feelings all aside
I will rearrange my plans and change for you

If I could go back
That’s the first thing I would do I swear that I would
Do my best to folow through
Come up with a master plan
A homerun hit, a winning stand
A gaurantee and not a promise
That I’ll never let your love slip from my hands

If it’s the beaches
If it’s the beaches’ sands you want
Then you will have them
If it’s the mountains’ bending rivers
Then you will have them
If it’s the wish to run away
Then I will grant it
Take whatever what you think of
While I go gas up the truck
Pack the old love letters up
We will read them when we forget why we left here

Ou tudo ou nada?

novembro 18, 2009

Por quinze quarteirões andei com os dentes cerrados, a mandíbula tão apertada quanto tava me coração. Testa franzida a ponto de deixar marcas. Mais marcas.
Vinha pensando no meu maniqueísmo e suas conseqüências. Na verdade, falso maniqueísmo, porque eu queria mesmo era o tudo. Ela queria um pouco. Em descompasso, ambos estamos ficando sem nada.
Eu, preto no branco; ela tão colorida, desde os cabelos. Eu não consegui ver o fim do arco-íris e amarelei. Deixei essa nuvem cinza pairando entre nós dois, deixando turva a visão que temos um do outro.
Achei que somando 24 e 30, chegaria nos 80. Mas fiquei no 8.
Oito anos ela tinha, e gritou da sacada, quando eu estava 3 quarteirões longe de casa:
“Oi, moço! Olha a noiva!”
Por alguns instantes foi isso mesmo que vi, sorrindo e me acenando do segundo andar daquele prédio de fachada com pastilhas faltando. Depois percebi que, sobre a cabeça, repousava um filó daqueles de proteger o bolo na mesa da cozinha da vó. Na mão, uma margarida branca e pura. Inocente, ela flertava com os desejos do que projetava pro futuro.
Eu acenei e sorri. Voltei aos meus pensamentos e percebi.
Ela era só uma menina. Não tava na hora.

Imperfeições

novembro 9, 2009

Eu tenho pena de quem classifica as imperfeições como defeitos. Defeito é ser uma pessoa comum, igual a todos e a tudo que dizem os padrões. Perfeitinho é falso. É chato. Cada pequena imperfeição é um lembrete de que se é único.
E, única como ela é, carrega particularidades que tenho por hobby desbravar e admirar. Como as muitas sardas dos ombros e do rosto. Em especial aquela sob o olho direito que, por vezes, se confunde com maquiagem.
Os olhos, ceguetinhas e tão cheios de vida própria, que se abrem todos nas fotografias; que sorriem e ficam tristes, sendo o verdadeiro termômetro dos sentimentos dela.
Os dedos que não param de mexer no que estiver ao alcance, como crianças descobrindo o mundo.
Coisas que eu posso dizer só de olhar para ela.

Dia 12, dia dela

outubro 12, 2009

Encantada, despertou sabendo que era seu dia.
A menina abriu os olhos, abriu um sorriso e saltou da cama já colocando a coroa e a capa rosa, que ficaram preparadas da noite anterior.
Hoje é dia de ser pura e inocente. O dia de não precisar se travestir de adulta e perder o sono com planos.
Desceu as escadas correndo, se esquivando da gata e de pensamentos ruins. Todos os presentes estavam na sala, de tamanhos e cores variadas. Foi rasgando ansiosa um por um, e foram surgindo todos os destinos, atenções e projetos que ela queria.
Mas um em especial ela não abriu. Por esses medos de menina, a que ela se deu o direito hoje, o pacote em forma de coração ficou fechado. Ah, menina, se não servir dá pra trocar, mas tenho certeza que não vai ficar apertado. Acho que vai ficar tão grande…
Hoje é dia de ser leve, e ela pensa que pra isso algumas coisas têm que ficar no passado. Será que não sabe que ela é meu presente?

Da janela

agosto 20, 2009

Da janela que abri

Pra te ver sorrir

Hoje quase não te vejo passar

Já quebrou a vidraça

Já não vês tanta graça

Em me ver te esperar

E pelo vidro que embaça

Hoje te vejo partir

Da janela que abri em mim

Pra te ver chegar

Lisa Hannigan

agosto 18, 2009